segunda-feira, 20 de maio de 2013

Percebo o que diz mas discordo!

Isso jesus, apela à intelegencia





"Quando equipa falha no processo defensivo a culpa maior é do treinador. Mas não tanto no ofensivo. O treinador não pode ensinar um jogador a driblar" Jorge Jesus, algures


Jorge Jesus. Treinador que muito admiro com enorme capacidade motivacional, irreverência e sobretudo liderança fazem dele um caso de estudo na forma como em 4 anos revitalizou o Benfica.
Embora seja um admirador convicto das suas capacidades, não concordo com o pensamento acima citado. E não concordo por uma razão muito simples: Acho que os processos quer ofensivos quer defensivos estão interligados e não pode ser "apenas" o talento a separar estas duas situações.

Vou ainda mais longe dizendo, que estes dois processos nunca em caso algum poderão ser diferenciados. A forma de uma equipa defender quando não tem a bola (porque também se defende quando se tem bola) tem muito a ver com a forma como constróis o teu processo ofensivo.
Trabalhar uma equipa no seu processo ofensivo é muito mais vasto que um simples drible. Colocar os seus jogadores a terem que driblar pouco também poderá ser uma virtude, do treinador.

Mas quem sou eu para corrigir Jorge Jesus...apenas fica a minha ideia, de que por vezes o treinador se tenta libertar de algumas responsabilidades que a meu ver são da sua inteiramente suas. Se o jogador A perde a bola num drible, podemos não só atribuir a culpa a esse mesmo jogador mas também e não menos importante, a toda uma equipa que junta não deu o apoio devido a esse atleta (construção do processo ofensivo).

Não se pode ensinar um jogador a driblar, mas pode-se e deve-se ensinar a equipa a atacar, e nem sempre o drible é a melhor tomada de decisão.

2 comentários:

AlvaroSoares disse...

Eu cá tenho uma perceção diferente, nas camadas de pré'escolas é dever de quem dá formação munir cada individuo com "poder" de toque, drible, recepção, percepção de bola, em suma tratar a bola por tu, é (e deve ser sempre) a bola, o primeiro objecto de estudo, analise conhecimento e manuseamento, são preciso horas, dias, meses para se desenvolver estas aptidões. Partindo desta base avançar para o passo seguinte seja ele qual queira e com a ordem que queira, tudo é mais fácil quando o praticante sabe tratar a bola por tu - ver método Coerver.

Rui Cunha disse...

Boa tarde!

Agradeço o comentario...nao so por ser o primeiro mas por tocar em alguns pontos importantes. Vamos entao por partes:

a) O post que o Alvaro comenta nao relata factos com jovens jogadores. Relata toda uma organizaçao ofensiva de que Jesus se quer desculpabilizar, atribuido a culpa de uma tarefa ofensiva ao jogador quase em exclusivo. Eu discordo de Jesus.

b) Concordo inteiramente com a sua visao. Nao so para os pre-escolas, como para minis, escolas, e por ai fora. Ate porque a tecnica nunca se deixa de trabalhar e ´e uma componente importantissima no desenvolvimento de cada atleta.

c)Nao creio que na fase de pre-escola ou escolas ou ate minis na academia onde trabalho nao se valorize "a bola". Tenho a certeza ate pq ´e um escalao que tenho o prazer de trabalhar que "a bola" esta sempre presente.

d) Alvaro, por vezes a repetiçao nao leva a prefeiçao. Pelo menos nesta "arte" o talento intrínseco ´e muito muito importante. Por isso vemos jogadores "feitos" com tecnica pouco apurada. Ja nasce!! Portanto reitero e afirmo que nem toda a gente sebera ou conseguira "tratar a bola por tu".

e) Escrevo e defendo no post acima que o treinador DEVE, ser responsabilizado por tarefas como a ma execuçao de um "drible".

Um abraço. volte e escreva smp que quisere, so a partilha de ideias nos leva ao crescimento