sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Petizes, Traquinas, Prés-escolinhas e por aí fora...

O futebol deixou de ser um desporto para toda a gente. O que antes era talento virou um numero ao final do mês. E mesmo fazendo parte dos que lucram com "este" futebol moderno é impossível eu apoiar e estar de acordo com este novo projecto em que o futebol de (des)formaçao esta a ser conduzido.

Vamos por partes:

- A criação destes novos "escalões" do futebol são um atentado á criatividade, á liberdade, á fantasia e á inteligência dos jovens meninos.

- A presença destas crianças em treinos de futebol são pura e simplesmente um pretexto para lucros de alguns visionários, inclusive gente com responsabilidade no desporto nacional.

- O treino leva a uma "robotização" inqualificável destes meninos que apenas e só deveriam brincar com a bola e eles próprios serem os donos das regras.

- A especialização, o enquadramento, a abundância de regras leva a que no futuro tenhamos maquinas e não génios.

O futebol nacional já esta a pagar a factura deste projecto que lentamente entrou pelas nossas cidades e vilas com a criação destas milhares de academias cujo único objectivo é ou são as mensalidades. A falta de talento é gritante, a falta de recursos técnicos e de resolução de problemas é escassa nos nossos relvados e o caminho terá tendência a ser mais negro.

Soube há dias que umas das equipas grandes do nosso futebol viaja as quartas feiras para os bairros sub urbanos em busca de "talento". Descobriram a pólvora!!

O talento, salvo raríssimas excepções, está nos locais onde o futebol ainda é jogado sem sapatilhas ou sem recurso a chuteiras da ultima geração. O talento existe, ele está bem á vista de todos nós. Mas será o talento mais importante que uma mensalidade? Para mim é.

Deixem as crianças serem as donas do jogo, as donas das regras, deixem que o erro apareça, não temam o erro, passem por várias posições no jardim perto da casa onde moram, deixem que a baliza sejam duas árvores e que o meio campo seja medido a olho! Cinco contra cinco; dois contra dois, tanto faz o que importa é improvisar e deixar que o futebol volte ás suas origens...

As regras, as noções elas vêm mais tarde, até lá deixem acontecer o que sempre aconteceu em cada esquina da nossa rua.

O Futebol nacional precisa urgentemente de pensar O FUTEBOL!

1 comentário:

Anónimo disse...

Caro Rui ...

Ao tempo que defendo que pelo menos até aos 13 anos de idade o futebol deve ser o mais geniuno possivel, ou seja, sem a tal "robotização" que falas. Cada vez mais ... vejo menos talento "puro" ... hoje em dia não há tanta imprevisibilidade como havia no "nosso" tempo. E como dizes e bem ... o nosso futebol começa aos poucos a pagar a factura.

Um Abraço

Alexandre Castro